quarta-feira, 15 de julho de 2015

4:48 A.M

Hoje, dormi na praia.
Tomei um banho de mar.
e me afoguei na fumaça que penetrava meus pulmões.
Quando cheguei em casa,
parei diante desse retângulo que me dá luz, e observei, escrevendo isto aqui:


A cidade dorme.
As ruas estão densas
pelo profundo silêncio que se desmancha sob elas.
Os galhos balançam frios e suavemente me provando que o mundo,
não morreu.


Enquanto o vento frio esboça meu rosto, os pássaros cantam sutilmente para as calçadas vazias.
E o fim do céu pintado de azul bebê recebe ainda pequenos pontinhos estrelados
ao mesmo tempo em que
o seu início, permanece amarelado
abordado pelos primeiros passos dos sol.


A janela domou meus olhos tão penetráveis
Mas meu corpo se sente distante
pois ainda carrega o mar em seu peito


Eu não te deixei, Mar.
Te trouxe junto a mim.
Seu cheiro ainda está em meus cabelos salgados,
e sua areia ainda ama minha pele peguenta.


O incrível se mostra aos meus olhos
quando vejo que a imagem a pouco descrita
está mudando,
no tempo do balanço dos meus cílios.


Como é rápido o amanhecer...


Daí,
Todo o cenário já não pode mais ser sentido da mesma forma.
Tudo passa a ter um novo aspecto, cada vez menos espectral.
Por causa do dia, que está crescendo.





















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