Não que a vida de todo fosse deplorável, havia as estrelas . E muito mais do que aquilo que transformava suas sólidas estruturas em pó no momento. Mas não pode evitar o pensamento de que todo esse sofrimento iria cessar, também, quando a vida cansasse de trazer o ar para seus pequeninos e insignificantes pulmões, quando emaranhadas numa corrente contínua, a luz e a escuridão morressem dentro dela...
domingo, 27 de setembro de 2015
sábado, 26 de setembro de 2015
Onde está a essência da humanidade? (Terminado)
Tara estava sozinha em casa. Eapenas longe dos seres humanos é que abria as portas para seus sentimentos escorrerem.
Tudo estava perdido.
Percebia que a fuga dos seres humanos, não estancavam seus sofrimentos.
Como faria para se soltar das amarras que havia, ela mesmo, se prendido?
As correntes não eram palpáveis, estavam emaranhadas num mar de causas e sentidos que ela mesma desconhecia.
Como desabitar algo que fora, um dia, necessário ser habitado?
Toda a dor a preenchia agora.
Àquelas conversas, aquelas risadas, aquelas pessoas,
nunca chegavam a lugar nenhum.
Os seus corações permaneciam desabitados.
Preenchidos pela ausência de brotos e pelo chão sem raízes.
Não havia nenhum sinal de empatia ali que não fosse falso.
Não cativados, porque não tinham tempo ou vontade para se deixar cativar, eram seus corações.
Os olhos de Tara, nunca haviam se deparado com terras cardiológicas tão secas como aquelas.
Que mundo era esse?!
Onde estavam os sorrisos sinceros,
o risco de mergulhar em alguém desconhecido,
as palavras cheias de sentimentos profundos,
a sinceridade sem propósito,
a compaixão mundana?
sábado, 19 de setembro de 2015
O dia não pode ser uma despedida.
Ficar longe de você, é como ficar longe de mim.
Por isso sinto a distância como um perigo entre nós.
Caso ela se materialize entre nossos corpos tão frágeis, irei me perder de mim.
E um buraco crescerá enorme aqui,
Mas preciso te dizer isso:
Não importa quantas máscaras você escolha ter
ou por quanto tempo elas fiquem com você
um dia, você vai ter que ser você
Nesse dia, você terá que suportar o peso acumulado de ter sido alguém que não queria, mas que sentiu precisar ser.
um dia, os seus medos vão se eerguer
e nenhuma máscara será capaz de te proteger mais,
Eles vão te bater forte, amigo.
E se tornarão muralhas altas demais
Mas até mesmo escolher outro alguém para ser
quando não quer ser o que já é
te faz singular,
porque, afinal ,
algumas máscaras são parecidas
mas nenhum é igual.
E eu desejo ardentemente conhecer todas as suas máscaras
E te proteger quando seu maior inimigo for você
Garanto que quero estar com você até mesmo quando todas as suas cores se despedirem
E eu quero que essas palavras sejam como pontes entre nós
Que esses sentimentos cresçam para andarmos sobre eles
Porque nossa amizade é tão linda, ela não pode morrer
( em construção ~~)
terça-feira, 15 de setembro de 2015
Quando os ponteiros nada dizem sobre o seu tempo
domingo, 6 de setembro de 2015
Felicidade repentina no meio da tarde
histórias que li, história que vivi, histórias que cresci.
Em minhas pequenas ações
não para
o tempo todo.
sexta-feira, 4 de setembro de 2015
A cor que pousava sobre meus olhos
Não era propriamente a soma desses fatos que me deixavam mais à vontade no café, mas principalmente, todas as paredes vinho avermelhadas serem cercadas por quadros fotográficos de cor preta e branca. Minha semelhança com essas figuras incolores era maior do que com as pessoas de carne e osso ao meu redor. Chegava até a achar que a imagem dessas pessoas já mortas, exalavam mais vida no balanço dos seus traços - capturados pela câmera - do que muitas outras que meu corpo chegara a conviver até então. Seus olhares não evasivos, alcançavam minha alma e seus gestos cheios de carinho antigo me convidavam para sermos amigos. Me via pertencendo àquelas pessoas principalmente porque nossos limites de relações humanas eram meras observações diárias. Sentia em cada milímetro de meu corpo que aquelas pessoas me entendiam, e que eu estava presa ao mundo delas, mesmo estando fisicamente fora dele.