Essa noite, esses dias, eu não sei.
As divisões dos dias e os números no relógio,
quebraram-se em pequenos cacos de vidro
que voaram por não caberem mais no meu caos.
Não foram para longe, só eles.
Mas o amor que eu expulsei com meus pontapés
aguados por dentro e armados por fora
pela porta.
Não se vê mais palavras em meus olhos
Pois não há terra que aguente
sem guerra
palavras sem significado.
Não há palavras onde não aja olhos
de suspensórios para elas.
Como farelos de pão
morrem os morfemas
deitados no piso da minha alma
vazia e cheia de podridão.
(...)
ResponderExcluir