A sensação inexplicável ao fim dos dias, a qual me devorava por dentro, era a de que meu dia, não poderia terminar daquele jeito. Não cabia a ideia de simplesmente ir pra casa e me despedir do mundo. Não. Era preciso fazer mais alguma coisa.
Uma energia sacudia em meu peito como uma emergência. Eu a escutava quando apenas a minha companhia não fazia sentido para mim. Eu precisa expandir aqueles sentimentos, mas não a qualquer pessoa, gostaria de contá-los por meio dos meus gestos, dos meus pulos, e dos meus olhares, como eu amava o mundo! Como de vez quando essa sensação me atravessa e não bastava guardá-la sozinha. E a ideia de uma boa música por trás disso tudo, seria ao mesmo tempo como uma facilidade e afirmação.
Quando me esgotasse e mais nada meu corpo tivesse a dizer, iria embora. Dessa vez, para casa.
Mas isso nunca acontecia, procurava, procurava, sem me cansar, um alguém com quem fizesse sentido esse balançar.
Ninguém aparecia, os poucos que esbarrei, não estavam no mesmo barco que o meu. Era preciso sintonia, alegria. Eu queria um corpo com saudade da liberdade, queria compartilhar um olhar de amizade.
Mas eu não tinha ninguém, disposto, comigo, e até por perto.
Por várias noites, eu tentei:
Saí com pessoas novas e antigas, recém-conhecidas e amigas, mas nada adiantou, pois tudo o que sentia era o roçar das máscaras em mim, eram corpos que não dançavam a dança que sentiam.
Com o tempo, pude perceber, que as pessoas dificilmente mostravam o que sentiam, e o que transpareciam, na verdade, era o que elas gostariam de estar sentindo,
mas não conseguiam.
Ajudava no disfarce também, além da vontade, a diversidade das drogas que usavam.
Percebia isso ao mesmo tempo em que sentia estar no lugar errado.
Elas faziam isso com naturalidade, como se fizessem todos os dias, fora dos bares e dos shows. A diferença era que a coisa gritava ali.
Uma vontade dentro de mim, tentava não achar tais lugares muito banais, surreais. Enquanto uma sensação horrorosa de deslocamento berrava para mim.
Com o tempo, pude perceber, que as pessoas dificilmente mostravam o que sentiam, e o que transpareciam, na verdade, era o que elas gostariam de estar sentindo,
mas não conseguiam.
Ajudava no disfarce também, além da vontade, a diversidade das drogas que usavam.
Percebia isso ao mesmo tempo em que sentia estar no lugar errado.
Elas faziam isso com naturalidade, como se fizessem todos os dias, fora dos bares e dos shows. A diferença era que a coisa gritava ali.
Uma vontade dentro de mim, tentava não achar tais lugares muito banais, surreais. Enquanto uma sensação horrorosa de deslocamento berrava para mim.
Voltava para casa, sem palavras, sem procurar mais nada. Apenas sentindo, de leve, a mão do vazio acariciando meu rosto. Doía.
A mesma mão, eu sentia balançando a minha respiração abatida de quem estava começando a se acostumar com essa procura demasiada e vã.
Eu queria me expandir também, mas não podia.
Houve um dia, em que quis contar mais, sem precisar da dança ou do corpo, o simples falar ajudaria.
Mas também não havia ninguém.
E a vontade só crescia.
Me sentia completamente sozinha.
A mesma mão, eu sentia balançando a minha respiração abatida de quem estava começando a se acostumar com essa procura demasiada e vã.
Eu queria me expandir também, mas não podia.
Houve um dia, em que quis contar mais, sem precisar da dança ou do corpo, o simples falar ajudaria.
Mas também não havia ninguém.
E a vontade só crescia.
Me sentia completamente sozinha.
Vontade, dor, alegria, desejo, medo... caramba,,, vamos dançar, Clara, deixe essa vontade arder o máximo possível, vamos dançar!
ResponderExcluirvaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaamos! (((: hehehe
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