Não que a vida de todo fosse deplorável, havia as estrelas . E muito mais do que aquilo que transformava suas sólidas estruturas em pó no momento. Mas não pode evitar o pensamento de que todo esse sofrimento iria cessar, também, quando a vida cansasse de trazer o ar para seus pequeninos e insignificantes pulmões, quando emaranhadas numa corrente contínua, a luz e a escuridão morressem dentro dela...
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
Dentro de mim
Não sei mais o que sentir de tantas emoções e dúvidas que já foram devolvidas às entranhas do meu corpo, que não chegaram ao menos no céu ondulado de minha voz...De tantas lágrimas enxutas que não foram sentidas na pele de meu rosto, o gosto salgado da solidão que não deixei escorrer. E me pergunto agora onde está tamanha bagunça? Certamente longe. Bem longe. Em algum lugar que não possa emergir. Diante disso, lembro-me que apenas os seus toques são sensíveis em mim. São esses leves dedos que conseguem me despertar de um sono grotesco e profundo que mais ninguém conhece.
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