sábado, 30 de janeiro de 2016

Re-custura.

Sinceramente? Cansei daquela minha parte que escrevia pros outros. Muitas vezes, nós seres humanos, transformamos a consequência de uma determinada ação no motivo para fazê-la, mas consequências, são consequências, apenas deveríamos esperá-las. Sabe, acabei perdendo a minha essência ao perder a essência das coias que fazia.
Eu não estou pronta para perder uma pessoa agora, e também não quero me esforçar a estar. Eu não consigo encontrar a verdade que está por trás de mim. Eu não encontro minhas próprias entrelinhas. O que eu faço e porque eu faço? Qual a necessidade que causa minhas ações? Amor. É, o amor que falta em mim. Porque sou assim mesmo, vazia.
Talvez eu sinta mesmo o tal de "orgulho". O orgulho de deixar entrar todas as causas que me espancaram. Talvez não seja a religião. Talvez seja o meu pai. Talvez a religião contribua para isso, mas assim como ela contribui para outras mil coisas boas. Que choque. Sempre odiei essa crença em Deus pelo o que meu pai faz através dela. Mas talvez eu esteja errada, talvez o errado foi mesmo o que meu pai fez através da religião e não o que ela fez a ele.. Eu não posso culpá-la. E talvez nem meu pai. Nossa, tudo me machucou tanto que eu realmente agi que nem uma criancinha odiando o alvo errado. Certo, tem muitas coisas que eu simplesmente  não concordo na religião, mas eu não preciso me manter longe da crença em um deus por causa disso. Eu realmente posso discordar. Eu realmente posso acreditar no que eu quiser. Porque não? Não devo me limitar aos dogmas de uma Igreja. Eu devo acreditar apenas no que eu sinto como verdadeiro e certo. Acreditar ou não em deus traz muitas guerras.
Eu quero é me manter em segredo. Quero esconder todos os meus calos e machucados - as cicatrizes que ficaram. Mas eu também quero ser descoberta - não só isso! - eu quero que o descobrir seja gostoso, seja amável. E isso, eu odeio. Eu odeio necessitar de alguém, no entanto sei que quanto mais rápido aprender isso melhor: nós não sobreviveríamos sozinhos. Eu, pelo menos, não. O engraçado é esse auto enganar-se o tempo inteiro, dizendo que sou forte. Não sou. Sou cheia de medos. Mas agora não me escondo naquilo que eu queria ser, agora, quero entender o que verdadeiramente sou nesse presente, para depois poder remendar algo por cima. Não quero me dar por metade.
Sabe, eu posso ser uma boa pessoa sem acreditar em tudo o que a religião trás, eu até nela mesmo. Mas tenho que saber se o motivo desta recusa será puramente sobre mim. Não vou me esforçar a gostar disso por alguém. Esse alguém terá que gostar de mim pelo o que eu sou. Ainda tenho muitas dúvidas. E muitas opiniões contrárias. (Eu não vou fazer isso, eu não vou fazer isso de jeito nenhum. Não vou fingir me entregar a algo que eu ainda não estou confiante para ficar com um amor e nem ter a certeza de que ele ficará)
Olha, eu acho que posso até acreditar em deus, mas nunca vou me entregar assim a sua religião. Ela distorce muito a realidade. No entanto, não quero abandonar o Shalom e as pessoas de lá.
Minha impressão é que sempre vivi  a base de sombras do que eu achava que era.
Qual parte era a inventada e qual parte era a real?
Eu sei que um dia você vai cansar. Eu sei bem disso. Mas eu também preciso parar de tentar adivinhar o futuro e ter medo de que as coisas se vão. Não adianta mesmo fazer elas ficarem acreditando em algo que não gosto. Eu não posso não ser eu. Eu sempre vou questionar as coisas. Basicamente tudo. Eu preciso tentar não me apegar tanto. Caralho, tudo na vida é assim, as pessoas ficam juntas porque de alguma maneira elas precisam do que o outro possa ser para elas.
(...)

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