Como um tapete mágico sendo carregado pelo vento, eu fui... Viajei nas imensas satisfações que um dia é capaz de nos dar.
A vida não passava de sapatinhos coloridos e o céu pela primeira vez não se cansou de si. Permaneceu agarrado com a vivacidade do seu tom azul cru. Permaneceu...Permaneceu pelo verão, quando minhas agonias borbulhavam-me, permaneceu pelo outono, quando de mim, despencaram suavemente os meus melhores medo, permaneceu pela primavera , quando nasceu em mim despercebido um desejo de vestir alegria, e permaneceu, também, evitando que o inverno chegasse a minha alma.
O sol. Oh! Grande Sol... Cobriu com seus fúlgidos raios as sombras que abarcavam minhas tardes. Clareiou-me. Me deixo mais dentro de mim.
Seu conjunto de lâminas brancas derramadas sobre o céu, acalmavam minhas perplexidades diante o mundo cruel.
E cada invisível fio caído douradamente sobre mim, desmanchava as penumbras atracadas em meu coração.
Essa cortina de sol em meu rosto entregou-me trangulidade, força e paz.
A vida se anunciava pelo balançar dos capins esverdeados.
Eu podia sentir a velocidade preenchendo os espaços em brancos da atmosfera, enquanto as patas amassavam a areia bronzeada e as crinas exalavam uma beleza pura.
A vida se encontrava na fugacidade daqueles páreos.
Das corridas, transpirava a liberdade de ser.
Os cavalos quase voavam.
O som dos galopes traduziam unicamente existência.
Enquanto o dia escurecia, "uma brisa fresca vestia o céu de um azul vibrante"*
Enquanto o dia escurecia, "uma brisa fresca vestia o céu de um azul vibrante"*
Por último, sobre a atmosfera e meu coração, pairava a felicidade suculenta do fim da tarde.
* Záfon, A sombra do vento. Pg. 164
* Záfon, A sombra do vento. Pg. 164

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