Um dia escuro amanheceu pela janela de sua cama e de repente, ela não soube mais como era a sensação de estar viva.
Tudo dentro dela havia escurecido em contraste ao dia ensolarado que surgira talvez para outras pessoas naquela mesma manhã.
Pulou seus pés descalços para fora da cama na tentativa decidida de que ia encontrar uma razão para aquele sentimento borbulhante em seu peito. Mas a lua se tornou nítida e o mundo ainda estava incolor.
Procurava achar-se traduzida em algum chapéu, em algum sorriso, em alguma malha de algodão, foi até as artes mas de nada adiantou...Essas apenas agravaram esse grito acordado em seu estômago.
E ali passou a não caber mais, se tornou tão grande que escorreu, perdeu-se, sumiu-se por falta de alguém em que pudesse estender seu mundo.
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